
Nos dias "conectados" de hoje, somos, a todo instante, bombardeados por uma infinidade de informações, sendo a maioria delas de fontes duvidosas ou incoerentes com o presente. Nossa imaturidade como seres pensantes perante o século XXI, não nos permite compreender que temos, há muito, a faca e o queijo na mão, literalmente, para resolvermos todos os nossos problemas de forma progressiva e coerente. O que nos impede somos nós mesmos, pois somos nossas próprias barreiras. Infelizmente, tornou-se fácil aderimos aos mais variados figurinos, para causarmos diferentes impressões, sem mesmo nos questionarmos o por quê de nos identificarmos com estes ou aqueles valores. Nos identificamos muitas vezes com certas correntes de pensamentos que podem nos garantir um rótulo social aceitável e nos deixar em posições favoráveis perante o círculo social o qual estamos inseridos, ou querendo nos inserir. Mas, apenas espelhar aquilo que os outros pensaram e absorver essas características externas, não torna ninguém especial. É essencial, além de buscar informações, saber ainda: ouvir os outros, filtrar o que se ouve, aceitar conviver com as diferentes formas de pensamento e pontos de vistas daqueles que estão à nossa volta, e, principalmente, pensar com a própria cabeça, de forma a processar a base de conhecimentos e convertê-la em algo consistente. É como diria o Pequeno Príncipe: “Que planeta engraçado! É todo seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz...”. Afinal, quem define o que é bom ou ruim não é o problema, pois o problema está em quem aceita aquilo que é imposto. As más ideias podem muito bem ser descartadas, porém as más atitudes provocam negativas alterações à realidade. Isso é uma questão para o bom senso de cada um, não uma prerrogativa para julgar o semelhante. O inconsciente coletivo é formado por incontáveis arquétipos que estabelecem as interações sociais em sua mais ampla e dinâmica atividade, sendo este o principal alvo dos constantes bombardeamentos citados, facilitando com que os conceitos e padrões sejam delapidados aos poucos, dando lugar a uma vastidão de mecanismos de ações incoerentes, tornando o próprio pensamento subjugado e auto ofensivo, em prol de uma utopia surreal que vai sendo absorvida aos poucos, por ser aplicada em doses homeopáticas.
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