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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vozes Pálidas

...vozes pálidas
sussurram letargia,
destilam verbos amargos:
tais prosas e poesias.
Cravam em pele virgem,
vãs figuras, inanimadas.
Curando com vil cegueira,
falsas belezas rejeitadas.
Vozes, vozes tão pálidas,
recitam com frio temor:
vagos versos fugazes,
talham estrofes de dor.
Vozes mudas que ecoam
pelas paredes da memória,
tombando velhas estrelas,
ao recontarem histórias.
Vozes, pálidas vozes,
tiranas da contradição,
tão vagas atingem ouvidos,
despidos, sem nobre razão.

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