
Os Campos de Batalha
De tempos em tempos, querendo ou não, somos confrontados pelas nossas próprias verdades. Nem sempre percebemos que isso acontece, mas, quando acontece, é como se um pequeno terremoto abalasse nossas estruturas, nos compelindo para duas alternativas: mudar ou continuar.
Se optarmos pela segunda, continuaremos sendo carregados pela previsível inércia em que já nos encontramos. Geralmente fazemos isso inconscientemente, pois é bem mais cômodo nos mantermos seguindo rumo ao que já estamos habituados e alcançar resultados pouco sazonais, por mais que isso não traga novidades.
Mas, caso esse confronto nos impulsione a mudar, sabemos que estaremos optando por pisar em um terreno desconhecido. Os resultados, aqui, dependem primeiramente de fatores internos, ou seja, daquilo que se encontra em nós mesmos. Nossas principais armas, nessa batalha, são nossas próprias experiências de vida, que podem nos trazer segurança e calma para lidar com possíveis situações imprevisíveis.
Estar preparado para novas situações é um fator determinante. Até mesmo o improviso exige preparo.
E o que seriam esses confrontos? Bom, alguns são como “bolas de neve”, formadas por diversos motivos, desde omissões até erros repetidos. São produtos da lei de “ação e reação” e um contrabalanceamento natural das coisas, como são. Por exemplo, se hoje cometer uma injustiça com alguém ou consigo mesmo, estará abrindo um mar de possibilidades, para que no futuro, a reação se volte contra você: Nos tempos de escola, Joãozinho sempre humilhou Zezinho. Hoje, por acaso, Zezinho é dono de uma empresa e um de seus funcionários, o mesmo Joãozinho dos tempos de escola, passa uma vida de cão o tendo como chefe. Um outro exemplo seria a procrastinação: o fato de ir deixando responsabilidades se acumularem, sempre empurrando-as para depois, gera um enorme tumulto para solucioná-las posteriormente.
No fundo, as “verdades” servem para nos confrontar, tanto intelectualmente, quanto fisicamente. A gravidade, constantemente nos confronta, fisicamente. Da mesma forma, nossas ações, como seres humanos, nos confrontam e podem ter um preço alto, caso não resolvidas. Dessa vida, só sai ileso quem nada viveu. Se tiver alguma pendência, ainda não resolvida, seja sob qualquer aspecto, apenas resolva. Os juros, cobrados pela vida, são bem maiores que os cobrados pelo banco, acredite. A própria consciência pesada já é uma parcela do pagamento. Se tiver que mudar, mude, se tiver que encarar, encare, se tiver que ser, seja. O tempo passa e a "bola de neve", enquanto alimentada, só faz aumentar o preço. Viver bem é viver leve. Viver leve é viver livre de tudo que pesa. Problemas pesam, livre-se deles.
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