
A vida é uma ideia muito precisa: início, meio e fim. Sempre nessa ordem, sem ensaios, sem rodeios, tudo ao vivo e a cores no eterno palco de nossa existência. O mundo, ao nosso redor, também é uma ideia muito precisa: dia e noite, sol e chuva, fases da Lua, quatro estações e por ai vai. Porém, viver não é uma ideia nada precisa e exige grandes sacrifícios e superações de nós mesmos, que compartilhamos desse mistério. A resposta para a clássica questão seria: ser.
Nosso planeta abriga, atualmente, mais de sete bilhões de pessoas (vivas). Dentre todas estas pessoas, uma delas é de inteira responsabilidade sua, cabe a você decidir o que vai acontecer com ela, cabe a você determinar cada passo, cada escolha, cada segundo por ela vivido, pois uma delas é você.
A gente nasce donos apenas do nosso próprio corpo. É assim na natureza, com todos os seres vivos. Ainda assim, quando morremos, deixamos nosso único pertence aqui, devolvendo-o à natureza de alguma forma. E tudo o que acontece com esse corpo, durante o período que o utilizamos como veículo de nossas consciências, será uma experiência individual vivida por cada um de nós. Suas escolhas, limitações e superações, tornarão sua jornada pela trajetória da vida algo único e especial.
O jogo The Sims -para quem não o conhece- é uma plataforma onde a gente controla personagens, dando comandos para que eles cumpram tarefas semelhantes às que vivenciamos na vida real. Eles podem estudar, ler, cozinhar, se adoecer, procurar um emprego, passear, dirigir, pagar contas, construir suas casas, se relacionarem com amigos, vizinhos, podem até se apaixonar, se casar e ter filhos. Enfim, nesse jogo construímos a história de personagens, que vai desde seu nascimento até o fim da vida.
Quando nos sentamos numa cadeira em frente ao computador para jogar, é muito simples tomarmos decisões pelos personagens do jogo, simulando a vida real, pois sabemos que os resultados daquelas ações não influenciarão a nós mesmos ou a ninguém, servindo apenas como um objeto de diversão.
Mas, quando se trata de nossas próprias vidas reais, apesar de também estarmos controlando um personagem o qual tomamos decisões por ele, ou seja, nós mesmos, somos surpreendidos por uma séries de barreiras que nos impedem de ser quem somos em essência. Estas barreiras podem ser representadas pelo nosso ego, a auto crítica, a vergonha, a ansiedade, aspectos físicos e mentais, comportamento, dentre outros fatores.
Mas, quando se trata de nossas próprias vidas reais, apesar de também estarmos controlando um personagem o qual tomamos decisões por ele, ou seja, nós mesmos, somos surpreendidos por uma séries de barreiras que nos impedem de ser quem somos em essência. Estas barreiras podem ser representadas pelo nosso ego, a auto crítica, a vergonha, a ansiedade, aspectos físicos e mentais, comportamento, dentre outros fatores.
A gente às vezes deixa de ser ou fazer as coisas que gostaríamos, e nos esquecemos que as pessoas, todas elas, também possuem suas barreiras e limitações. O fato é que nós, pessoas, de um modo geral, usamos máscaras como um escudo protetor, evitando revelar fragilidades internas e evitando revelar a essência (auto julgada inferior). Essas máscaras -muitas delas utilizadas inconscientemente- acabam se agregando à nossa essência por um período indeterminado, nos impedindo de ser quem realmente deveríamos ser.
Somos super protetores de nossa própria essência e não gostamos de revelá-las à ninguém, nem a nós mesmos. Grande paradoxo. No fundo, as pessoas não mordem, elas tem mais medo de serem mordidas que coragem para morder. A mordida (que representa um comportamento de terceiros que gostaríamos de evitar) é um recurso de "auto defesa", onde, o único escudo encontrado pela pessoa, para se proteger de uma iminente ameaça, seria o ataque (por exemplo, o bullying), evitando que os outros se aproximem de sua essência. Ninguém quer se expor ao "ridículo que julga ridículo", por que para alguns, algo pode ser ridículo, para outros pode ser normal. Vai depender de quem julga.
A verdade é que todos estamos aqui para aprender, ninguém nasce sabendo e ninguém é mais importante que ninguém, apenas nos divergimos na caminhada, para depois nos convergirmos no mesmo lugar, o caixão.
Uma proposta interessante para trazermos para nossas próprias vidas, seria, ao enfrentarmos algumas situações reais que preferimos evitar, devido às barreiras supracitadas, tentarmos reagir como se estivéssemos controlando um personagem do jogo, nos observando de fora, em terceira pessoa, tomando decisões que evitaríamos tomar por nós mesmos, mas lembrando que, nesse jogo "real", o resultado de nossas decisões podem interferir na experiência de outros jogadores, por isso, é melhor somar que subtrair.
A vida dura muito pouco para nos privarmos da liberdade de expressão e de escolha. Daqui um século, mais ou menos, toda a população vai estar praticamente renovada, todos aqueles mais de sete bilhões de indivíduos estarão em suas devidas tumbas, sendo que, ninguém que está vivo hoje, estará aqui no futuro, para relembrar seus erros e acertos, seus micos ou seus méritos. Tudo é passageiro e vira poeira. Viva intensamente o agora, pois somente através de suas escolhas corajosas é que poderá deixar sua eterna marca para as gerações futuras, e principalmente, para si mesmo. Não seja seu pior imigo, e tenha sempre em mente que "quem não é visto não é lembrado".
Nota: Não, eu não gosto de The Sims. Foi apenas um exemplo que veio a calhar.
Somos super protetores de nossa própria essência e não gostamos de revelá-las à ninguém, nem a nós mesmos. Grande paradoxo. No fundo, as pessoas não mordem, elas tem mais medo de serem mordidas que coragem para morder. A mordida (que representa um comportamento de terceiros que gostaríamos de evitar) é um recurso de "auto defesa", onde, o único escudo encontrado pela pessoa, para se proteger de uma iminente ameaça, seria o ataque (por exemplo, o bullying), evitando que os outros se aproximem de sua essência. Ninguém quer se expor ao "ridículo que julga ridículo", por que para alguns, algo pode ser ridículo, para outros pode ser normal. Vai depender de quem julga.
A verdade é que todos estamos aqui para aprender, ninguém nasce sabendo e ninguém é mais importante que ninguém, apenas nos divergimos na caminhada, para depois nos convergirmos no mesmo lugar, o caixão.
Uma proposta interessante para trazermos para nossas próprias vidas, seria, ao enfrentarmos algumas situações reais que preferimos evitar, devido às barreiras supracitadas, tentarmos reagir como se estivéssemos controlando um personagem do jogo, nos observando de fora, em terceira pessoa, tomando decisões que evitaríamos tomar por nós mesmos, mas lembrando que, nesse jogo "real", o resultado de nossas decisões podem interferir na experiência de outros jogadores, por isso, é melhor somar que subtrair.
A vida dura muito pouco para nos privarmos da liberdade de expressão e de escolha. Daqui um século, mais ou menos, toda a população vai estar praticamente renovada, todos aqueles mais de sete bilhões de indivíduos estarão em suas devidas tumbas, sendo que, ninguém que está vivo hoje, estará aqui no futuro, para relembrar seus erros e acertos, seus micos ou seus méritos. Tudo é passageiro e vira poeira. Viva intensamente o agora, pois somente através de suas escolhas corajosas é que poderá deixar sua eterna marca para as gerações futuras, e principalmente, para si mesmo. Não seja seu pior imigo, e tenha sempre em mente que "quem não é visto não é lembrado".
Nota: Não, eu não gosto de The Sims. Foi apenas um exemplo que veio a calhar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por dedicar seu tempo!