
Acreditar que as máquinas dominarão o mundo não é a questão, isso é apenas uma metáfora. Mas esta metáfora acaba de virar 'a questão'. Decidi escrever sobre o 'sistema' hoje, sobre como as coisas são, mas admito que as idéias não são minhas, aliás, ninguém é mais dono de nenhuma idéia, a partir do momento em que a compartilha... Ela (me refiro à idéia) se torna parte do conhecimento geral, coisa do mundo, e pode ser usada, assim como um martelo, para fazer algo produtivo, como martelar um prego, ou danoso, como martelar a cabeça de alguém... Já isso (me refiro ao martelo), foi uma comparação.
Voltando ao assunto, a chamada Matrix, dos cinemas, representa uma realidade não muito diferente da que vivemos, ela é simplesmente a base para pensarmos por exemplo, no nosso sistema de governo. Fui claro ao dizer 'governo', aquele que foi criado, assim como as máquinas, para nos servir, para facilitar nossa vida, mas que em um dado momento, se tornou contra seu criador (que não foi o caso das máquinas ainda), assim como no filme (me referindo às máquinas), ele (o nosso governo) se tornou poderoso e não mais servo para o bem estar do homem, da humanidade em si, mas sim em um sistema que domina, com todas as letras, toda a forma de vida humana, em qualquer sociedade. Este é um problema histórico, podem pesquisar (google.com) sobre qualquer época em que qualquer regime, seja de um império a uma ditadura, que realmente tenha conseguido concretizar seu verdadeiro propósito. Se tem, são poucos, mas não perduraram por muito tempo, porque qualquer forma de governo está sujeita a criar vida própria e a se voltar contra seu criador, o homem. É tudo uma grande jogada de interesses, com o poder de influência (atualmente vulgo grande mídia) certo, mantendo os servos cidadãos apáticos e preocupados com problemas de fácil solução, como saúde e educação. É antigo esse negócio de dominar o homem, basta ver o passado, quando os poderosos começaram a perceber que um homem podia produzir mais do que ele consumia, tendo então a brilhante ideia de capturá-lo, amansá-lo, torná-lo submisso e fazer sua vontade, para assim armazenar toda sua produção e se enriquecer às suas custas, tornando a vida uma terrível experiência (para os escravos) e ainda fazendo com que este ideal perdurasse até os dias de hoje, onde nos isolamos mais de dez horas por dia em uma repetitiva rotina, dormimos aproximadamente oito horas, satisfazemos nossas necessidades fisiológicas em mais ou menos duas horas no dia, e se não precisamos de um extra para nos manter, nos restam ainda quatro horas destas vinte e quatro. Trabalhamos para produzir mais do que consumimos para alimentar um sistema 'faminto' que nos aprisionou, e nos cobra para nascer e morrer, para sorrir e para chorar, para ser feliz.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, quando me referi à rotina diária de jornada de trabalho e necessidades fisiológicas, estava considerando que, numa matemática simples, é possível, para qualquer um, observar que nossa força de trabalho é ultra-mega-super desvalorizada, capaz de produzir centenas de vezes mais o que nós mesmos consumimos. É uma troca desigual, mesquinha e destruidora de alegria. Quando digo destruidora de alegria, lembro-me logo dos anti-depressivos e da indústria farmacêutica em geral, que cria a cada dia novas doenças, novos sintomas, novas pseudo-psico-fobias para tirar mais ainda nossa atenção dos verdadeiros problemas, além de nos deixar trancafiados nessa pútrida rotina, nos enchem de um lixo chamado entretenimento, proveniente de um grande teatro, chamado mídia, que derrubam barris de inutilidades em nossas cabeças, dia após dia, tornando-nos obcecados por estas frestas de lazer, pelas sextas-feiras a noite, pela cervejinha, pelas música enaltada, pelas novelas, pelos reality shows, pelas comunidades virtuais, por pornografia, pelo futebol, pelas fofocas, pelos horóscopos de jornal, pela vida de artistas, por religiões cegas e cabeludas, por comida, muita comida, mais ainda por dietas, muitas dietas, pela perfeição, a vaidade, a ilusão elevada à décima potência, por drogas pesadas, pelos carrões, pelo silicone, e a verdade -essa que deveria ser de fato divulgada-, fica escondida debaixo de um tapete velho num cantinho escuro de um porão, encoberta também por todas estas máscaras citadas acima, que não são nem a metade das mais piores faces de mentira que vivemos. Sujeito a atualização (depende da inspiração).
Seguindo a mesma linha de raciocínio, quando me referi à rotina diária de jornada de trabalho e necessidades fisiológicas, estava considerando que, numa matemática simples, é possível, para qualquer um, observar que nossa força de trabalho é ultra-mega-super desvalorizada, capaz de produzir centenas de vezes mais o que nós mesmos consumimos. É uma troca desigual, mesquinha e destruidora de alegria. Quando digo destruidora de alegria, lembro-me logo dos anti-depressivos e da indústria farmacêutica em geral, que cria a cada dia novas doenças, novos sintomas, novas pseudo-psico-fobias para tirar mais ainda nossa atenção dos verdadeiros problemas, além de nos deixar trancafiados nessa pútrida rotina, nos enchem de um lixo chamado entretenimento, proveniente de um grande teatro, chamado mídia, que derrubam barris de inutilidades em nossas cabeças, dia após dia, tornando-nos obcecados por estas frestas de lazer, pelas sextas-feiras a noite, pela cervejinha, pelas música enaltada, pelas novelas, pelos reality shows, pelas comunidades virtuais, por pornografia, pelo futebol, pelas fofocas, pelos horóscopos de jornal, pela vida de artistas, por religiões cegas e cabeludas, por comida, muita comida, mais ainda por dietas, muitas dietas, pela perfeição, a vaidade, a ilusão elevada à décima potência, por drogas pesadas, pelos carrões, pelo silicone, e a verdade -essa que deveria ser de fato divulgada-, fica escondida debaixo de um tapete velho num cantinho escuro de um porão, encoberta também por todas estas máscaras citadas acima, que não são nem a metade das mais piores faces de mentira que vivemos. Sujeito a atualização (depende da inspiração).
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por dedicar seu tempo!