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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Egoísmos


Egoísmos


Encosto-me, próximo ao peito,
a ouvir teu coração bater,
e no escuro, desvendar teus labirintos.
Mas em tempo, deixas-me.
Discordo da (não distante) partida,
mas alegro-me.
Prorroga em mim a respiração,
ao saber dos cuidados, por ti velados.

Discretamente me afasto,
deixo-te livre, pra sonhar.
Calamo-nos.
São as vezes que nos entendemos.

Quando beijo teu céu noturno,
com as mãos cheias de estrelas,
me guardo, para o teu retorno.

Respondo às tuas palavras, silenciosas,
contemplo teus olhares, indiferentes,
teus medos inventados.

Só magoa-me a lembrança,
do teu toque frio, tão frio,
gelado.

(thomaz sachetto)

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